Escola Sabatina

Idioma, texto e contexto

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Segue o Resumão da Lição da Escola Sabatina – Idioma, texto e contexto

Vejam os itens mais importantes:
1. No mundo, somos mais de 7,8 bilhões de habitantes, segundo a ONU, com mais de 6 mil línguas diferentes. No Brasil, somos mais de 211 milhões, segundo o IBGE, e apenas uma língua, a Portuguesa.
2. A Bíblia completa foi traduzida para mais de 600 idiomas, tendo o Novo Testamento ou algumas partes dele traduzidos também para mais de 2.500 outros idiomas. Mesmo assim faltam muitas traduções. Que desafio!
3. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas não tenham nenhuma parte das Escrituras traduzida em sua língua materna. As sociedades bíblicas trabalham arduamente para que mais pessoas possam ter acesso à Bíblia.
4. Vocês e eu temos o privilégio de ter acesso à Bíblia na nossa língua materna e aqueles que têm domínio de outras línguas modernas, podem escolher estudá-la na versão em Inglês, Francês e Espanhol, por exemplo.
5. Vocês sabiam que durante séculos, na Europa, a Bíblia foi intencionalmente mantida longe das multidões?  Graças à invenção e à reforma isso mudou.
6. Nós temos a nossa Bíblia, logo, devemos agradecer a Deus por esse tesouro, por essa bênção! Se dedicarmos tempo para estudá-la com  humildade e oração estaremos preparados para receber o Espírito Santo e obedecer seus ensinos.
7. Propósitos da Bíblia: “é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e pertamente instruído para toda a boa obra. Paulo afirma que toda Bíblia é inspirada. 2Tm 3:16
8. A Bíblia foi escrita como um testemunho do plano divino de redimir  a humanidade caída e da obra de Deus na História.
9. Foi a vontade de Deus que a linguagem da Bíblia fosse humana, tornando Seus pensamentos e ideias visíveis mediante paravras que podemos entender.
10. Deus escolheu o hebraico e algumas porções em aramaico, língua da nação Israel para transmitir a Sua mensagem a todos os povos. O Velho Testamento foi escrito nessas duas línguas.
11. Deus escolheu o grego, devido a ascenção da cultura grega, como língua universal, amplamente falado naquela época para ser transmitida as mensagens do Novo Testamento.
12. Curiosidade: houve uma tradução grega do Antigo Testamento, a Septuaginta.
13. Após a morte de Cristo, o grego habilitou os apóstolos e a igreja primitiva a espalhar a mensagem por toda parte com um novo zelo missionário. Depois de um certo tempo, o apóstolo João “atestou a palavra de Deus e o testemunho de Cristo, quanto a tudo o que viu”.
14. Logo, a Bíblia demonstra a continuidade desse inspirado “testemunho” desde o primeiro escritor até o último.
15. Os filhos de Israel procuravam cumprir “todas as palavras desta Lei” e Torá ou “instrução” porque assim seriam poupados dos sofrimentos pela desobediência. A Palavra de Deus é vida e, portanto, pode prolongar a vida, visto que seus princípios são vivificantes. Deut 32:46, 47
16. Muitas pessoas gostam de estudar ou pesquisar em várias versões da Bíblia. É normal escolhermos uma versão que mais apreciamos, porém, o mais importante é obedecer o que ela ensina. Cuidado, algumas versões não são muito confiáveis, de distanciam muito do original.
17. Em todas as línguas há palavras tão ricas e profundas em significado que são difíceis de traduzir em uma única palavra para outro idioma. Exemplos: 1- a palavra hebraica CHESED, misericórdia no Antigo Testamento = amor de Deus, Sua bondade, grande benevolência, fidelidade. 2- a palavra hebraica SHALOM, paz =  plenitude, inteireza e bem estar; quando há descanso, quando há sossego.
18. No  hebraico não contém sinais de pontuação no original. Na estrutura do idioma foram desenvolvidas outras formas de comunicar. Quando um escritor hebraico desejava enfatizar certo atributo de Deus, repetia três vezes a mesma palavra. Exemplo: “Criou Deus, pois, o homem à Sua imgem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gn 1:27
19. Outro exemplo: Is 6:3 “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos”. Em Daniel 3, há uma repetição com variações da expressão “imagem” que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
20. Outros termos tem um significado específico, exemplo:  BARA = criar, sempre tem Deus como sujeito. Somente Deus tem o poder de criar sem depender de matéria pré-existente. Logo, esse termo só pode ser usado para Deus.
21. Nas Escrituras, as palavras sempre ocorrem em um contexto. Elas não estão isoladas. Não podem ser analisadas separamente. Existe o contexto imediato e o contexto mais amplo. É imprescindível considerar o contexto imediato e amplo para chegarmos a conclusões corretas.
22. Em Gn 1:27,  ADAM = referência genérica à humanidade; Gn 2:7 ADAM = formação de Adão do pó da terra, só para Adão, porque Eva não havia sido criada.
23. Os livros bíblicos foram escritos para diferentes propósitos e em diferentes contextos: 1- mensagens proféticas; 2- compilações, como os salmos; 3- históricos; 4- cartas para igrejas.
24. Para entender o significado e a mensagem de um livro, é importante começar com a autoria e o contexto.
25. Vocês conhecem quem escreveu os livros da Bíblia?
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio = Moisés
Ester? Não sabemos; Rute? Não sabemos; Samuel e Crônicas? Não sabemos. Pensem nos outros livros…
26. Moisés escreveu sobre a origem de tudo e o plano da salvação. Ellen G. White escreveu que “sob a inspiração do Espírito Santo”  Moisés escreveu o livro de Gênesis. É um livro maravilhoso!

Senhor, agradecemos a Ti porque temos acesso à Tua Palavra na nossa língua materna. Ajuda-nos, desejamos dedicar tempo para estudá-la e praticar seus ensinamentos. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Por que a interpretação é necessária?

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Segue o Resumão da Lição da Escola Sabatina – Por que a interpretação é necessária?
Vejam os itens mais importantes:

1. Ler a Bíblia também significa interpretá-la. Como fazemos isso? Como podemos saber se uma passagem que estamos lendo é uma parábola, um sonho profético-simbólico ou uma narrativa histórica? A definição de uma questão tão importante do contexto das Escrituras envolve, em si, um ato de interpretação.
2. Não é bom relacionar aleatoriamente as passagens da Bíblia à medida que as encontramos porque essa escolha pode levar a conclusões muito estranhas e equivocadas.
3. Vale a pena repetir o que já sabemos: qualquer texto sem contextos se torna rapidamente um pretexto para nossos próprios interesses e ideias. Portanto, há uma grande necessidade de não apenas lermos a Bíblia, mas de interpretá-la corretamente.
4. Ninguém chega ao texto das Escrituras com a mente vazia. Todo leitor e estudante da Bíblia chega a ela com uma história específica e experiência que impactam o processo de interpretação.
5. Os discípulos, tinham suas ideias particulares de quem era o Messias e o que Ele devia fazer, com base nas expectativas daquele tempo. Por isso, tiveram dificuldade de compreender os textos bíblicos de maneira correta. Jesus os repreendeu.
6. Você e eu temos uma série de crenças acerca deste mundo, da realidade de Deus que aceitamos, mesmo voluntariamente ou inconscientemente, quando interpretamos a Bíblia.
7. Os intérpretes da Bíblia não podem se despojar completamente de seu passado, de suas experiências, ideias, noções e opiniões preconcebidas. A neutralidade total, ou a objetividade absoluta, não pode ser alcançada.
8. As pressuposições é uma realidade, ocorrem acerca da natureza do mundo e da natureza de Deus.
9. Existe uma solução? Sim! O Espírito Santo pode esclarecer e corrigir nossas perspectivas e pressuposições limitadas ao lermos as palavras das Escrituras com mente aberta e coração sincero. Logo, o Espírito Santo deve ser o nosso guia à “toda a verdade”. Jo 16:13
10. A Bíblia foi escrita assim: o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com algumas passagens em aramaico; o Novo testamento, foi escrito em grego koiné (primeiro dialeto comum na Grécia). Hoje, poucas pessoas estudam ou falam essas línguas, e a tradução se torna necessária.
11. Atualmente, a Bíblia é considerado o livro mais vendido e o mais traduzido no mundo = 2883 línguas, inclusive para diferentes idiomas modernos.
12. Vocês sabem o que significa a palavra “Hermenêutica”? Não? Vou explicar… Hermenêutica é a arte e a habilidade de cuidadosamente traduzir e interpretar textos.
13. Toda tradução sempre envolve algum tipo de interpretação. Algumas palavras em um idioma não têm um equivalente exato em outro.
14. A menos que compreendamos as línguas originais, nosso único acesso aos textos é por meio de traduções. Felizmente, muitas traduções fazem um bom trabalho ao transmitir o significado essencial ou o significado fiel.
15. Não precisamos conhecer a língua original para compreendermos verdades cruciais reveladas nas Escrituras, mas precisamos escolher uma boa tradução, uma interpretação adequada dos textos.
16. “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras”. Lucas 14:27
17. As palavras de Lucas acima, são de Jesus. Mostra que Ele fez isso com Seus seguidores. Imagine ter o próprio Jesus interpretando passagens bíblicas para você e para mim.
18. Qual é o principal propósito da Hermenêutica? Transmitir com precisão o significado dos textos e nos ajudar a aplicar corretamente o ensino do texto à nossa vida.
19. É bom confirmar que a interpretação é importante, pois sem ela não chegaríamos a nenhuma conclusão sobre um assunto ou temática. Porém, é imprescindível ter a mente aberta ao Espírito Santo para que Ele nos conduza na leitura e interpretação.
20. A cultura e filosofia inevitavelmente moldam e influenciam nosso pensamento e nossa maneira de avaliar as coisas. Elas, porém, devem ser subordinadas à Palavra de Deus.
21. A Bíblia está relacionada à cultura? Qual é a opinião de Paulo? Deus fez todos nós a partir de um só. Embora sejamos culturalmente muito diferentes, de acordo com a Bíblia, há um elo comum que une todas as pessoas, apesar de suas diferenças culturais, porque Deus é o Criador de toda a humanidade. Atos 17:26
22. Nossa pecaminosidade e necessidade de salvação não se limitam a uma cultura. Todos precisamos da salvação oferecida a nós pela morte e ressurreição de Jesus Cristo.
23. Deus cuidou para que as futuras gerações que leriam a Bíblia entendessem que essas verdades vão além das circunstâncias locais e limitadas em que os textos da Bíblia foram escritos.
24. Embora a Bíblia tenha sido escrita há muito tempo em culturas muito diferentes da nossa, suas verdades são tão relevantes para nós quanto para quem elas foram primeiramente endereçadas.
25. O pecado afeta toda a nossa existência. Afeta também nossa capacidade de interpretar as Escrituras. Nosso raciocínio, nossa mente e pensamentos se corromperam pelo pecado e, portanto, fecharam-se à verdade de Deus.
26. Cuidado! O orgulho, engano próprio, a dúvida, atitude de crítica, afastamento e desobediência podem atrapalhar uma pessoa a interpretar corretamente a Bíblia.
27. Uma pessoa orgulhosa se exalta acima de Deus e de Sua Palavra, porque enfatiza demais a razão humana; é uma tentativa de rebaixar a autoridade divina das Escrituras.
28. Perigo extremo = aquele que duvida se eleva a uma posição em que julga o que é e o que não é aceitável na Bíblia!
29. Bons conselhos: 1- abordar a Bíblia com fé e submissão, e não com uma atitude de crítica e dúvida.; 2- deixar de lado as opiniões preconcebidas e as ideias herdadas e cultivadas; 3- ouvir o que o Senhor tem a nos dizer; 4- assentar aos pés de Jesus e aprender Dele; 5- não nos acharmos sábios demais para estudar a Bíblia; 5- ler a Palavra com a mente livre de preconceitos; 7- manejar bem a Palavra da verdade; 8- ler a Bíblia com cuidado e oração.
30. “Paulo escreveu segundo a sabedoria que lhe foi dada;  […] há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles”. 2Pe 3:15 e 16.
31. Compreender de maneira clara as Escrituras é importante para nós e para a igreja, porque viveremos e agiremos com segurança a Palavra do Senhor, e seremos unidos para realizarmos o nosso trabalho.
32. O assunto mais importante da Bíblia = a salvação e a maneira pela qual somos salvos. Saber como a Bíblia ensina sobre a salvação depende muito da nossa interpretação. Se abordamos e interpretamos a Bíblia de maneira equivocada, chegaremos a conclusões falsas.

Senhor, agradecemos a Ti porque temos acesso à Tua Palavra na nossa língua materna, e assim podemos estudá-la. Ajuda-nos, desejamos interpretá-la em todo tempo de acordo com a Tua vontade. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes!
Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Somente pelas Escrituras – Sola Scriptura

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egue o Resumão da Lição da Escola Sabatina: Somente pelas Escrituras – Sola Scriptura que eu preparei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. A declaração protestante “Somente as Escrituras” – Sola Scriptura elevou a Bíblia como o único padrão e fonte decisiva para a teologia.
2. Em contraste com a teologia católica romana, que enfatizava as Escrituras e a tradição, a fé protestante enfatizava a palavra-chave somente; isto é, somente as Escrituras são a autoridade final quando assuntos de fé e doutrina estão em discussão.
3. Desde o início do seu movimento, nós, os Adventistas do Sétimo Dia nos consideramos o povo do Livro, isto é, cristãos que creem na Bíblia.
4. Outras fontes, como experiência religiosa, razão humana e tradição são subservientes (submissos) à Bíblia.
5. O princípio da Sola Scriptura tinha a intenção de proteger a autoridade das Escrituras da dependência da igreja e de sua interpretação.
6. Paulo orienta que não devemos “ultrapassar o que está escrito”, porque se ultrapassarmos o que está escrito, atribuiremos doutrinas de seres humanos à Palavra de Deus.
7. Atenção! Não ultrapassar o que está escrito pode incluir a arqueologia bíblica ou história, interpretação, léxicos (vocabulário, reunião dos vocábulos de uma língua), dicionários, concordâncias, outros livros e comentários.
8. Outro ponto que confirmamos quando praticarmos o princípio da Sola Scriptura é que, se surgir um conflito na interpretação da nossa fé, então somente as Escrituras têm a autoridade que transcende e julga qualquer outra fonte ou tradição da igreja. Logo, não devemos ultrapassar nem contrariar o que está escrito na Bíblia.
9. O verdadeiro cristianismo e a pregação do Evangelho dependem da autoridade das Escrituras.
10. Martin Luther afirmou “Somente as Escrituras são o verdadeiro senhor e mestre de todos os escritos e doutrinas da Terra”.
11. A própria Bíblia afirma que “Toda a Escritura é inspirada por Deus”. 2Tm 3:16  e que nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação” e que os autores falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santos. 2Pe 1:20 e 21
12. Deus é o Autor fundamental da Bíblia e existe uma harmonia e unidade básicas entre as várias partes das Escrituras.
13. A harmonia e a unidade da Bíblia evitam confusão na doutrina e nos procedimentos da igreja.
14. Jesus e os escritos bíblicos, porém, reconheceram a unidade das Escrituras, que está fundamentada na origem divina delas.
15. Os autores da Bíblia consideravam as Escrituras um todo coerente, inseparável, no qual os principais temas são desenvolvidos.
16. Há uma harmonia entre o Antigo e Novo Testamento. Sendo assim, os dois Testamentos têm uma relação recíproca na qual ambos esclarecem um ao outro.
17. A unidade das Escrituras também implica que toda a Escritura deve ser levada em consideração quando estudamos um assunto bíblico.
18. No princípio Escrituras somente, o texto da Bíblia precisa ter clareza no seu significado.
19. Vários textos dos Evangelhos afirmam a importância da clareza nas mensagens bíblicas, visando facilitar o nosso entendimento. Encontramos orientações do próprio Jesus.
20. Jesus utilizou as Escrituras para explicar Sua missão, pois elas testificam Dele. Podemos usá-las para conhecê-Lo melhor. Jo 5:39
21. A Bíblia é suficientemente clara no que ensina. Pode ser entendida por crianças, jovens e adultos, especialmente seus ensinos básicos. Seus ensinamentos fundamentais podem ser compreendidos por todos os cristãos.
22. A própria Bíblia nos encoraja a estudá-la por nós mesmos, pois somos capazes de entender a mensagem de Deus para nós.
23. A clareza da Bíblia diz respeito à linguagem, sentido e palavras das Escrituras, pois há uma verdade definida pretendida pelos escritores bíblicos, em vez de múltiplos significados subjetivos e incontrolados do texto bíblico.
24. Não podemos nos enganar, é verdade que, às vezes, nos deparamos com textos difíceis da Bíblia, consequentemente, não compreendemos completamente. Afinal, é a Palavra de Deus, e somos apenas seres humanos caídos. Contudo, as Escrituras são suficientemente claras acerca das coisas que realmente precisamos conhecer e entender, especialmente em relação à questão da salvação e o amor de Deus.
25. Não é apenas uma mistura de palavras, mas afirmamos: As Escrituras interpretam as Escrituras. Isto quer dizer, a Bíblia funciona como sua própria intérprete.
26. Como pode acontecer: levamos em consideração o contexto de cada passagem, além do contexto imediato antes e após a passagem sob investigação. Devemos também considerar o contexto do livro no qual a passagem se encontra.
27. Paulo aconselha: “tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito”; Rm 15:4 Devemos estudar tudo o que as Escrituras declaram sobre determinado assunto.
28. Ellen G. White afirma: “A Bíblia se autoexplica. Textos devem ser comparados com textos. O estudante deve aprender a ver a Palavra como um todo, e também a relação entre suas partes”.
29. Ao compararmos as Escrituras com elas mesmas, é importante estudá-las completamente. Se possível, devemos fazê-lo em suas línguas originais, ou pelo menos com uma tradução bíblica apropriada, fiel ao significado contido nos originais hebraico e grego.
30. Se não for possível o acesso às línguas originais, estudar a Palavra fielmente e em espírito de oração, com atitude de humildade e submissão, certamente renderá  bons resultados.
31. Nós adventistas, acreditamos que Ellen G. White também foi inspirada por Deus e serviu como mensageira do Senhor para Seu povo remanescente.
32. Para a mensageira, a Bíblia era fundamental e central em todo o seu pensamento e teologia. Ela confirmou muitas vezes que a Bíblia é autoridade superior, norma e padrão supremos para toda doutrina, fé e prática.
33. Ellen G. White claramente apoiou e defendeu o grande princípio protestante da Sola Scriptura.
34. Na visão de E.G.White, seus escritos, quando comparados com as Escrituras, são uma “luz menor para levar homens e mulheres à luz maior”, a Bíblia. Seus escritos nunca são um atalho nem substituto para um estudo sério da Bíblia.
35. Concluímos que os escritos desta mensageira devem ser estimados. Eles partilham o mesmo tipo de inspiração dos escritos bíblicos, mas têm uma função diferente da Bíblia.
36. Os escritos de E.G.White não são um acréscimo às Escrituras, mas estão sujeitos à Palavra de Deus. Ela nunca pretendeu que seus escritos tomassem o lugar da Bíblia; em vez disso, elevou a Palavra de Deus como o único padrão de fé e prática.

Senhor,  agradecemos a Ti porque temos acesso à Tua Palavra e os escritos de E.G.White. Agradecemos porque a Tua Palavra é viva, eficaz, apta para nos ajudar a conhecer o Teu amor e o plano da salvação, entre outras verdades. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

A Bíblia – A fonte autoritativa de nossa teologia

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Segue o Resumão da Lição da Escola Sabatina: A Bíblia – a fonte autoritativa de nossa teologia – que eu preparei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Não há igreja cristã que não use as escrituras para sustentar suas crenças. No entanto, a função e a autoridade das Escrituras na teologia NÃO são as mesmas em todas as igrejas e a sua função pode variar muito de igreja para a igreja.
2. Cinco fontes influenciam nossa interpretação das Escrituras: 1- a tradição; 2- a experiência; 3- a razão; 4- a cultura; 5- a própria Bíblia.
3. Vale ressaltar que todos fazemos parte de diversas tradições e culturas que nos influenciam. Todos temos experiências que moldam nosso pensamento e influenciam nossa compreensão. Todos temos uma mente para pensar e avaliar as coisas; logo, podemos ler a Bíblia e a usamos para entender Deus e Sua vontade.
4. Uma pergunta: qual dessas fontes, ou combinações delas, tem autoridade final sobre a nossa maneira de interpretar a Bíblia?
5. A tradição é ruim ou boa? Pode ser boa ou pode ser ruim. Vou explicar:  pode ser boa quando nos conecta com nossas raízes e é ruim porque existem perigos relacionados à tradição.
6. Jesus exaltou a Lei de Deus como fonte de autoridade acima das tradições. Nos dias de Jesus a tradição havia assumido um lugar ao lado das Escrituras. Jesus reprovou as meras tradições ou costumes: “Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Honram-Me com lábios, mas o seu coração está longe de Mim”.  Marcos 7:1-13
7. As tradições foram promovidas por anciãos, isto é, por anciãos que eram os líderes religiosos da comunidade judaica, mas NÃO são iguais aos mandamentos de Deus.
8. O grande perigo das tradições é tornar inválida a Palavra de Deus.
9. Como diferenciar a Palavra de Deus e a tradição humana? A Palavra de Deus é imutável e a tradições humanas são transitórias. A Palavra de Deus está acima de todas as tradições, mesmo as boas.
10. Atenção: mesmo tradições boas precisam ser testadas pela medida ou régua da Bíblia.
11. A experiência faz parte da existência humana. Ela influencia nossos sentimentos e pensamentos de uma forma poderosa. Deus nos projetou para vivenciar ou praticar experiências.
12. É desejo de Deus que experimentemos a beleza dos relacionamentos, da arte, da música e das maravilhas da criação, bem como a alegria de Sua salvação e o poder das promessas de Sua Palavra.
13. Nossa religião e fé são mais do que apenas doutrinas e decisões racionais. Nossa fé deve ser experimental e não apenas cognitiva.
14. É preciso provar as nossas experiências à luz da Palavra, pois elas podem nos desviar da verdade.
15. Deus age sempre a nosso favor, pela ação da Sua bondade e amor nos oferece a salvação em Cristo Jesus.
16. Precisamos ser cuidadosos, pois as experiências podem nos enganar. Devem ser influenciadas, moldadas e interpretadas pelas Escrituras.
17. Quando estivermos com vontade de experimentar algo, devemos ficar atentos e verificar se está em harmonia com a Palavra e a vontade de Deus.
18. Todos nós pertencemos a culturas específicas. Mesmo aqueles que moram em lugares isolados. Ninguém escapa dela. Também somos influenciados e moldados pela cultura. Podemos lembrar a história do antigo Israel, quantos fatos eram corrompidos pelas culturas ao seu redor. Hoje, com certeza acontece com todos nós.
19. João alerta: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo…”, isto, tudo que se coloca em oposição a Deus e Seus caminhos. 1João 2:15-17
20. A Bíblia transcende às estabelecidas categorias culturais de etnia, império e status social. A Bíblia ultrapassa qualquer cultura humana e é capaz de transformar e corrigir os elementos pecaminosos que encontramos em todas as culturas.
21. Alguns aspectos da nossa cultura podem se alinhar com a nossa fé, outros não. Caso a fé bíblica se oponha à cultura existente, o ideal é que se crie uma contracultura que seja fiel à Palavra de Deus.
22. Ellen G. White afirmou: “Os seguidores de Cristo devem se separar do mundo em princípios e em interesses; não devem, porém, se isolar do mundo. O Salvador Se misturava constantemente com os homens para os elevar e enobrecer”.
23. Deus nos deu a capacidade de pensar e raciocinar. Toda atividade humana e todo argumento teológico supõem nossa capacidade de pensar e tirar conclusões. Não apoiamos uma fé irracional.
24. Muitos se desviaram da fé porque consideraram a razão o teste e a norma da verdade. Consequentemente, a razão se tornou a nova autoridade diante da qual tudo tinha que se curvar, inclusive a autoridade da Bíblia. Essa atitude levou pessoas a não considerar verdadeiros e confiáveis alguns fatos da Bíblia, como por exemplo, os milagres e ações sobrenaturais de Deus, nascimento e ressurreição de Jesus ou a Criação em seis dias.
25. Infelizmente, o poder de raciocínio foi afetado pelo pecado e precisa ser colocado sob Cristo. O ser humano foi obscurecido em sua compreensão e alienado de Deus. Precisamos ser iluminados pela Palavra. Deus é o Criador e isso indica que nossa razão não foi criada como algo que funciona de modo independente.
26. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Pv 9:10. Somente quando aceitamos a revelação de Deus, corporificada em Sua Palavra escrita, como suprema em nossa vida, estamos dispostos a seguir o que está escrito na Bíblia, podemos raciocinar corretamente.
27. Paulo declarou: “Aquele que é de Cristo, pensa como Cisto”. 2Co 10:5 e 6.
28. O Espírito Santo que revelou e inspirou o conteúdo da Bíblia, nunca nos conduzirá contrariamente à Palavra de Deus nem para longe dela.
29. Nós cremos que a Bíblia tem uma autoridade superior à tradição, à experiência, à razão e às culturas humanas. Somente a Bíblia é a norma pela qual todo o restante precisa ser provado.
30. A Bíblia é a nossa única salvaguarda espiritual. Somente ela é a   norma confiável para toda matéria de fé e prática.
31. Por meio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Expõe o erro, expulsando-o do coração.
32. O Espírito Santo nunca deve ser interpretado como substituto da Palavra de Deus. Ele trabalha em harmonia com a Bíblia e por meio dela para nos atrair a Cristo.
33. A Bíblia apresenta a sã doutrina, e sendo a Palavra de Deus, é confiável e merece plena aceitação.
34. Jesus disse: “Vocês devem crer em Moisés e nos seus escritos, porque falam de Mim, o Messias”. Jo 5:46 e 47
35. Atenção: não é nossa tarefa julgar a Palavra de Deus. Em vez disso, a Palavra de Deus que deve julgar a nossa vida e nossos pensamentos.

Senhor, nós aceitamos a Bíblia como autoritativa e infalível revelação de Deus. Desejamos permitir que ela, mediante o ministério do Espírito Santo, influencie e mude a nossa vida. Amém!

Feliz Sábado!
Sejam felizes!
Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

A visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia

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Segue o Resumão da Lição – A visão de Jesus e dos Apóstolos acerca da Bíblia.            

Vejam os itens mais importantes:

1. Abraçamos a posição que no Novo Testamento, percebemos a maneira inspirada de ver as Escrituras ao estudarmos a maneira pela qual Jesus e os apóstolos compreendiam, o Antigo Testamento, a única Bíblia que eles tinham na época.

2. É importante considerar os dois itens: 1- como eles se relacionaram com as pessoas, lugares e eventos descritos? 2- quais eram seus métodos?

3. O batismo de Jesus, realizado por João Batista, marcou o início o ministério do Salvador. Após esse evento, Cristo foi levado pelo Espírito de Deus para orar, jejuar e Se preparar para Sua missão.

4. Conhecemos a história… nesse deserto, o inimigo de Deus veio tentar Jesus. Por três vezes Ele foi tentado, mas venceu… citou as Escrituras. A Palavra de Deus é a nossa armadura contra a tentação.

5. A primeira tentação de Jesus foi relacionada ao apetite. Nesse contexto, Jesus disse: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Mt 4:4 Jesus apontou para a Palavra Viva; quando tentado com os reinos e glórias do mundo, Jesus respondeu: “Está escrito: Ao Senhor, teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto”. Mt 4:10 A verdadeira adoração se concentra em Deus; Em relação à tentação do amor e à exibição e à presunção, Jesus respondeu: “Está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”. Mt 4:7

6. Nas três tentações, Jesus respondeu as palavras “está escrito”. Foi diretamente à Palavra. A Bíblia e a Bíblia somente, é o padrão supremo de nossa crença. Jesus usou o método de defesa de Jesus contra os ataques do inimigo.

7. Jesus enfrentou o inimigo, não com opinião, argumento bem elaborado, nem com palavras de animosidade pessoal, mas com A palavra das Escrituras.

8. Para Jesus, a Palavra tinha a maior autoridade e o maior poder. Seu ministério começou bem, e continuou a desenvolver com base na confiabilidade da Bíblia.

9. Jesus ensinou aos Seus discípulos a obediência à Palavra de Deus e à Lei. Ele sempre Se referiu à Bíblia como a fonte da autoridade divina.

10. Podemos errar se não conhecermos as Escrituras nem o poder de Deus, disse Jesus. Mt22:29

11. Mero conhecimento intelectual da Bíblia e seus ensinamentos, são insuficiente para conhecer a verdade e conhecer o Senhor, Aquele que é a verdade;

12. A visão de Jesus acerca da Lei de Moisés = os quatro primeiros se concentram no relacionamento divino-humano, e os seis últimos focalizam os relacionamentos humanos. Jesus disse que desses “dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. Mt 22:40: Amar a Deus e amar ao próximo.

13. Jesus usou as Escrituras para ensinar aos discípulos a ensinar aos discípulos a mensagem do Evangelho, isto é, deviam mostrar que as profecias haviam se cumprido na vida Dele, Seu nascimento, Sua vida e Sua morte.  Ele disse: “Importa que se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Lc 24:44

14. Jesus dava evidências que acreditava nas Escrituras e confiava na sua confiabilidade. Os discípulos deveriam ensinar como Ele ensinou: deveriam expor todas as Escrituras e trazer compreensão e poder aos novos conversos em todo mundo. Ele nos deu o exemplo citando várias vezes as Escrituras com máxima exatidão.

15. Quando Jesus ordenou para fazermos discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas… sim todas as coisas que estão escritas nas Escrituras.

16. Jesus ensinou que a Bíblia é a Palavra de Deus no sentido de que o que ela declara é sinônimo do que Deus diz. A origem se encontra em Deus, e contém a autoridade suprema para todos os aspectos da vida.

17. Deus trabalhou ao longo da história para revelar Sua vontade à humanidade por meio da Bíblia.

18. Jesus compreendia as pessoas e os eventos históricos da Bíblia como verdades históricas. Ele tratava constantemente pessoas, lugares e eventos do Antigo Testamento como verdade histórica. Exemplo: Ele se referiu a Gênesis 1 e 2, Abel em Gênesis 4, Davi comendo os pães da proposição e a Eliseu, entre outras figuras históricas. Falou também de Noé… nos dias de Noé…

19. Os escritores do Novo Testamento abordaram a Bíblia da mesma forma que Jesus fazia. Para eles, em matéria de doutrina, ética e cumprimento profético, o Antigo Testamento era, para eles, a Palavra autoritativa de Deus.

20. Os escritores da Bíblia confirmaram a autoridade e a autenticidade de qualquer parte da Bíblia.

21. As Escrituras estão intimamente relacionadas à voz do próprio Deus.

22. Os apóstolos tinham a Palavra de Deus como autoridade suprema. Eles citam as Escrituras como sendo a Palavra de Deus revelada a pessoas.

23. Os escritores do Novo Testamento confiavam uniformemente no Antigo Testamento como a Palavra de Deus.

24. Uma advertência de E.G.White: “Os homens se consideram mais sábios do que a Palavra de Deus; e em vez de firmar seus pés no fundamento inabalável, e pôr tudo à prova da Palavra do Senhor, eles provam essa Palavra por suas próprias ideias de ciência e natureza, e se essa Palavra não concorda com suas ideias científicas, ela então é descartada como indigna de crédito”.

 

Senhor, nós acreditamos que todas as Escrituras foram inspiradas por Deus. Acreditamos também que os seus escritores, em destaque os apóstolos ouviram a voz do próprio Deus quando escreveram seus livros. Nó amamos a Tua Palavra. Amém!

 

Feliz Sábado! Sejam felizes! 

Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço! 

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

 

Do pó às estrelas

Do pó às estrelas 150 150 escolaadmin

Segue o Resumão da Lição desta semana – Do pó às estrelas –  elaborado com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Chegamos ao último estudo a respeito do livro de Daniel. Vamos estudar o último capítulo do livro, o 12.
2. É uma narrativa concluída com Miguel Se levantando para libertar o povo de Deus da Babilônia do tempo do fim. Em todo o livro de Daniel mostrou, no fim, o Senhor resolve todos os problemas do Seu povo.
3. Daniel e seus companheiros permaneceram fiéis a Deus e demonstraram sabedoria incomparável em meio às provações e desafios do exílio. Da mesma forma, ao enfrentar a tribulação, nós que fazemos parte do povo de Deus do tempo do fim, pedimos a Deus que nos ajude para que possamos também permanecer fiéis, especialmente durante o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação”. Dn 12:1
4. Desejamos imitar o exemplo de Daniel e seus companheiros, no caráter, na comunhão e experiência pessoal com Deus, na fé viva, na confiança que Deus sempre está e estará no controle da História Humana, na certeza que um dia Jesus, nosso Príncipe do Exército,  estabelecerá seu reino eterno e na esperança de uma recompensa final, a vida eterna, por meio da graça de Jesus.
5. Não vamos nos enganar… nesse tempo difícil, alguns morrerão ou serão assassinados e, portanto, retornarão ao pó, mas serão ressuscitados para a eternidade. “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna”. Dn 12:2
6. Daniel 12:1 – Começa com um governante, um Príncipe divino, que Se levanta para libertar o povo de Deus das mãos de seus inimigos.
Miguel, é o mesmo ser celestial poderoso que aparece a Daniel no rio Tigre – Dn 10; Ele é o Filho do Homem – Dn 7; o Príncipe do Exército – Dn 8; o Ungido, o Príncipe – Dn 9; portanto, Miguel, que significa “quem é como Deus”, é o nosso Senhor Jesus Cristo.
7. Quando Miguel ou Jesus Cristo vai intervir? A intervenção ocorre “nesse tempo” = desde a queda do papado, em 1798, até a ressurreição no tempo do fim.
8. Miguel “Se levanta” para agir como advogado no tribunal celestial. Como o Filho do Homem, Ele vem perante o Ancião de Dias para representar o povo de Deus durante o juízo investigativo.
9. Jesus está investido com o poder para derrotar os inimigos de Deus e com a autoridade para representar o Seu povo no tribunal celestial;
10. Dn 12: 1 – “Será salvo todo aquele que for achado inscrito no livro”.
A Bíblia ensina que existem 2 livros: 1- o primeiro contém os nomes daqueles que pertencem ao Senhor, é chamado de “Livro da Vida”; 2- o segundo, o livro de Registros Celestiais “bancos de dados” que contém os nomes e as ações de todo ser humano. Quando entregamos nossa vida a Jesus, nossos nomes são inscritos no Livro da Vida, e nossas más ações são apagadas no juízo. Isso nós dá segurança e paz.
11. Esse registro celestial apresenta evidência judicial para todo o Universo de que pertencemos a Jesus e, portanto, temos o direito de ser protegidos durante o tempo de angústia.
12. Vale a pena pertencer a Jesus hoje e em todo tempo!
13. Daniel 12:2  e 3 também faz referência à ressurreição: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para a vergonha eterna. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as ESTRELAS, sempre e eternamente”.
14. Podemos aprender algumas verdades a respeito das passagens citadas acima: 1- a metáfora SONO = nenhuma alma imortal habita corpos humanos; o ser humano é uma unidade indivisível de corpo, mente e espírito; 2- na morte, a pessoa deixa de existir e permanece inconsciente até a ressurreição; 3- a ressurreição futura é uma reversão do que acontece como consequência do pecado; 4- um dia, a morte não mais prevalecerá. Como Paulo declarou: “Tragada foi a morte pela vitória”, 1Co 15:54
15. Como cristãos e como pertencemos a Jesus, não precisamos temer a morte, porque ela não terá a última palavra para os fiéis, e por sabermos que a morte é um inimigo derrotado. Aqueles que pertencem a Cristo Jesus, se levantarão da terra do pó para brilhar como estrelas para todo o sempre.
16. Dn 12:4 contém uma ordem:  o livro de Daniel deveria ser selado até o tempo do fim. Qual é o significado dessa passagem? Significa que aqueles acontecimentos não envolviam o tempo de Daniel. Foram revelados a fim de que, quando ocorressem, as pessoas cressem.
17. Outra parte da passagem de Dn 2:4 “… muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará”… ou “muitos correrão de uma parte para outra e o saber se multiplicará”.  O que significa? Pode significar a previsão do progresso científico e a busca do próprio livro de Daniel.
18. O livro de Daniel permaneceu, por séculos, uma obscura composição de literatura. Alguns dos seus principais ensinamentos e profecias permaneceram misteriosos. Por exemplo: as mensagens proféticas relacionadas à purificação do santuário celestial, ao juízo, à identidade e obra do chifre pequeno, juntamente com o cronograma de tempo relacionado a essas profecias, estavam longe de ser esclarecidas.
19. A partir da Reforma Protestante muitas pessoas começaram a estudar o livro de Daniel. No entanto, só no tempo do fim o livro finalmente foi aberto e seu conteúdo completamente revelado.
20. Ellen G. White escreveu “desde 1798, o livro de Daniel foi descerrado, aumentou-se o conhecimento das profecias, e muitos têm proclamado a mensagem solene do juízo próximo”.
21. “No final do século 18 e início do século 19, despertou-se um novo interesse pelas profecias de Daniel e Apocalipse em diferentes lugares do mundo. O estudo dessas profecias difundiu a crença de que o segundo advento de Cristo estava próximo”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 970.
22. Dn 12:5-13 – últimos versos do livro. Como foi concluído? Com o Ser Divino dizendo que Daniel não devia se preocupar com o tempo em que as coisas ocorreriam, pois ele descansaria e, um dia, seria levantado para receber a sua herança.
23. Ficamos encantados quando a Bíblia afirma que Daniel recebeu a maravilhosa certeza de que desfrutaria a salvação final = estava salvo!
24. Essas passagens, também contém três cronogramas proféticos: a- um tempo, dois tempos e metade de um tempo; = corresponde aos 1.260 anos de supremacia papal, que se estenderam de 538 d.C. a 1798 d.C.
b- 1.290 dias = terminaram em 1798; c- 1.335 = terminaram em 1843.

25. Aplicações da lição para nós hoje: 1- Exemplo de fidelidade  e sabedoria de Daniel e seus companheiros; 2-  Príncipe Miguel – Jesus Cristo, Se levantará em nosso favor para nos defender e salvar; 3- Estar escrito no Livro da Vida = nosso alvo; 4- Perdão das más ações para aqueles que aceitam Jesus e entregam a sua vida a Ele; 5- Um dia a morte terá fim; 6- A espetacular exatidão das profecias do livro de Daniel; 7- O livro de Daniel, selado por um tempo e estudado profundamente num outro tempo; 8- A vitória do povo de Deus; 9- O estabelecimento do reino eterno de Jesus, para sempre e sempre!

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Do Norte e Sul à terra Gloriosa

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Segue o Resumão da Lição desta semana – Do Norte e Sul à terra gloriosa – elaborado com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1- Nessa semana abordaremos o capítulo 11 de Daniel, um texto desafiador, talvez a profecia mais difícil de interpretação. Esse capítulo está em geral, em paralelo com os esboços proféticos anteriores do livro.
A mensagem profética se estende dos dias do profeta até o fim dos tempos. Mostra uma sucessão de potências que emerge; são poderes que muitas vezes oprimem o povo. A cada esboço profético atinge o clímax com um final feliz. Daniel 2, a pedra destrói a estátua; em Daniel 7, o Filho do Homem recebe o reino; e em Daniel 8 e 9, o santuário celestial é purificado mediante a obra do Messias.
2- O capítulo 11 de Daniel apresenta 3 pontos fundamentais: 1- apresenta reis persas e discute o destino deles e o tempo do fim, quando o rei do Norte ataca o monte santo de Deus; 2- há a descrição de uma sucessão de batalhas entre o rei do Norte e o rei do Sule como essas lutas afetam o povo de Deus; 3- o capítulo conclui com um final feliz, quando o rei do Norte encara a sua ruína por meio do “glorioso monte santo”.
3- Já podemos concluir que a conclusão positiva sinaliza o fim do mal e o estabelecimento do reino eterno de Deus.
4- Profecia sobre a Pérsia e a Grécia – Dn 11:1- 4 – Síntese: 3 reis se levantariam da Pérsia; eles seriam seguidos pelo 4º rei, que seria mais rico de todos e provocaria os gregos. Depois de Ciro, 3 reis = Cambises II, Esmérdis e Dario I. O 4º foi Xerxes, o mesmo mencionado no livro de Ester, como Assuero; realmente ele era muito rico e comandou um vasto exército para invadir a Grécia. Apesar do poder de Xerxes, foi repelido por uma força menor de valentes soldados gregos.
5- Daniel 11:3 afirma que “se levantará um rei poderoso, que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver. Mas, no auge, o seu reino será quebrado…” Quem é esse rei? Alexandre, o Grande e poderoso, que morreu aos 32 anos sem deixar um herdeiro para governar o império. Por isso, o seu reino foi dividido por 4 generais:
Seleuco – Síria e Mesopotâmia; Ptolomeu – Egito; Lisímaco – Trácia e partes da Ásia Menor; Cassandro – Macedônia e a Grécia.
6- O que podemos aprender com essas profecias acima citadas (Dn 11:1-4)? A profecia foi cumprida e a Palavra de Deus nunca falhará. Deus é o Senhor da História.A Bíblia revela que Deus está no controle supremo.
7- Profecias sobre a Síria e o Egito – Dn 11:5-15 – Síntese: as guerras entre o rei do Norte e o rei do Sul, referem-se às batalhas envolvendo as duas dinastias: Norte – Seleuco na Síria e Sul – Ptolomeu. Houve uma tentativa de unir essas duas dinastias pelo casamento, mas essa aliança duraria pouco. Antíoco II Teos, neto de Seleuco I, casou-se com Berenice, filha do rei egípcio Ptolomeu II Filadelfo. Não durou muito, porque o conflito que envolveria o povo de Deus foi logo retomado.
8- O que podemos aprender com essas profecias da Síria e Egito? Tudo aconteceu conforme a profecia. Essas guerras afetariam o povo de Deus. O Senhor achou por bem anunciar os muitos desafios que Seu povo enfrentaria. O Senhor conhece o futuro e Ele é digno de nossa confiança e fé. É um Deus grande!
9- Roma e o Príncipe da aliança – Dn 11:16-28 – Síntese: Uma transição no poder dos reis helenistas para Roma pagã é descrita em Dn11:16 “O que, pois, vier contra ele fará o que bem quiser, e ninguém poderá resistir a ele; estará na terra gloriosa, e tudo estará em suas mãos”.
A terra gloriosa = Jerusalém; o novo poder que ocupou essa região = Roma pagã. O poder no comando do mundo naquele momento foi Roma pagã.
10- Dentro dessas passagens acima, tem uma expressão arrecador ou exator pela terra mais gloriosa do seu reino = cobrador de impostos; refere-se a César Augusto. Durante o seu reinado, Jesus nasceu, visto que Maria e José viajaram para Belém para a realização do censo. Dn 11:20 Outra passagem diz também que César Augusto seria sucedido por um homem vil. Como mostra a História, ele foi sucedido por Tibério, seu filho adotivo, que era excêntrico e vil. Dn 11:21
11- Outro fato importante é que, durante o reinado de Tibério, o “príncipe da aliança” seria quebrado. Dn 11:22 – Refere-se à crucificação de Cristo, também chamado de Ungido e Príncipe. Ele foi morto durante o reinado de Tibério.
12- O que podemos aprender com essas passagens? Demonstra a poderosa evidência da surpreendente presciência de Deus. Mais uma vez podemos confiar em Suas declarações quanto ao que ocorrerá no futuro.
13- O próximo poder – Dn 11:29-39 – Síntese: refere-se a um novo sistema de poder, que esteve em continuidade com o Império Romano pagão. Interessante destacar alguns aspectos diferentes: “Não será nesta última vez como foi na primeira”. Esse poder atua como um poder religioso, mirando seu ataque a Deus e em Seu povo.
14- Ações perpetradas por esse poder citado acima: 1- indignaria contra a santa aliança, isto é, aliança divina de salvação; 2- produziria forças que profanariam o santuário e tirariam o sacrifício diário = ataque espiritual contra o ministério no santuário celestial;
15- Continuação… 3- estabeleceria a abominação desaladora no templo de Deus = aponta os atos de apostasia e rebelião cometidos pelo chifre pequeno; 4- perseguiria o povo de Deus: “Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim” = lançou por terra uma parte do exército e das estrelas e os pisou; 5- esse poder se levantaria e se engrandeceria sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falaria coisas incríveis. O chifre pequeno falaria com insolência até mesmo contra Deus.
16- Eventos finais – Dn 11:40-45 – Síntese: essas passagens contém muitos termos importantes e segundo estudiosos, muitos termos são simbólicos: 1- tempo do fim = se estende da queda do papado, em 1798, até a ressurreição dos mortos – Dn 12:2; 2- Rei do Norte = Roma pagã e finalmente Roma papal, inimigo espiritual de Deus; 3- Rei do Sul = ateísmo… Egito em Apocalipse representa oateísmo; 4- O glorioso monte santo = povo de Deus espalhado pelo mundo.
17- Aplicações da Lição para nós hoje: 1- Podemos confiar nas profecias de Daniel, pois elas se cumpriram e se cumprirão de acordo com a Palavra e a vontade de Deus; 2- Deus está no controle supremo e moverá a História de acordo com Seu propósito; 3- Um dia Deus erradicará o mal e estabelecerá Seu reino eterno; 4- Deus é digno de nossa confiança e fé; 5- Jesus é o nosso Príncipe da aliança e sempre lutará por nós.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Da batalha à Vitória

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Segue o Resumão da Lição desta semana – Da batalha à vitória,
Vejam os itens mais importantes:
1. O estudo dessa semana abrange o capítulo 10 de Daniel. Nesse capítulo introduz a visão final do livro, que continua nos capítulos 11 e 12. Essa visão diz respeito a um grande conflito.
2. Ao estudar esse capítulo, veremos que, quando oramos, envolvemo-nos nesse conflito cósmico de tal maneira que as repercussões são profundas. É muito bom saber que não estamos sozinhos em nossas lutas; Jesus Se envolve na batalha contra Satanás em nosso favor.
3. A luta que estamos envolvidos é contra os poderes das trevas. Paulo escreveu: “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Ef 6:12
4. Nosso sucesso no conflito está em Jesus Cristo. Somente Ele derrotou Satanás na Cruz.
5. Daniel no capítulo 10 relatou: “Eu, Daniel, pranteei, me humilhei e lamentei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as 3 semanas inteiras”. Dn 10:2
6. Daniel não explicou as razões de seu prolongado período de tristeza, semelhante ao luto. Podemos levantar algumas hipóteses: 1-  situação dos judeus, que tinham acabado de retornar de Babilônia à Palestina; 2- oposição na reconstrução do templo, da parte dos povos ao redor; 4- Os samaritanos tinham enviado relatórios falsos à corte persa, incitando o rei a interromper a obra.
7. Diante dessa crise, Daniel implorou a Deus por 3 semanas para que Ele influenciasse a Ciro, rei da Pérsia a permitir que a obra continuasse.
8. Assim que Daniel começou a orar, teve início uma batalha espiritual entre o Céu e a Terra. Seres celestiais começaram uma luta contra o rei da Pérsia pra deixar que os judeus continuassem a reconstrução do templo.
9. Nesse momento, Daniel tinha quase 90 anos de idade. Ele não estava pensando em si, mas em seu povo e  nos desafios que enfrentava. Ele persistiu em oração por 3 semanas inteiras antes de receber uma resposta de Deus.
10. Daniel seguiu uma dieta modesta, como vimos acima. Ele não estava preocupado com seu bem-estar, mas interessado no bem-estar dos seus companheiros judeus que estavam muito distantes.
11. Conhecemos a história… Durante 3 semanas, Gabriel se empenhou em luta contra os poderes das trevas, procurando conter as influências em ação na mente do rei Ciro. Em seguida, o próprio Cristo veio em auxílio de Gabriel. Que história fantástica! Que privilégio teve Daniel! A vitória foi ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro, e todos os dias de seu filho Cambises II, que reinou 7 anos e meio. A oração de Daniel foi atendida com louvor! Deus deu a bênção que Daniel pediu e deu bênçãos a mais!
12. Novamente admiramos a vida de Daniel, quantas lições podemos aprender com ele: 1- persistir em oração, mesmo quando as nossas petições não são atendidas imediatamente; 2- dedicar tempo para orar por outras pessoas; 3- a oração leva Deus a fazer algo concreto e real e sempre de acordo com a Sua vontade; 4- diante de provações insuportáveis, grandes problemas e desafios esmagadores, devemos levar nossos fardos a Deus em oração.
13. Vamos voltar para a visão… Qual foi a visão de Daniel 10 ? o que aconteceu com o profeta? “Estando eu à beira do grande rio Tigre, levantei os olhos, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos de ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, o seu rosto, como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como o estrondo de muita gente. Só eu, Daniel, tive aquela visão, os homens que estavam comigo nada viram. Fiquei, pois, eu só e completei esta grande visão, e não restou força em mim, o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não tive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo-a, caí sem sentidos, rosto em terra”. Dn 10:4-9
14. Interpretação: Aquela figura humana = remete ao  Filho do Homem retratado na visão do juízo celestial; sua roupa de linho = lembrava as vestes sacerdotais; esse personagem se torna semelhante ao Príncipe do exército, representado em conexão com o santuário celestial; ouro = enfeites sacerdotais; semelhante ao relâmpago, fogo, bronze e uma voz poderosa = ser sobrenatural.
15. Há muitas semelhanças encontradas entre a visão que Daniel teve de Deus – cap.10, e as visões de Josué 5:13-15: os olhos são de fogo, os pés de bronze e o cabelo e as vestes são como a neve.
16. O Senhor apresentou a Daniel um esboço da História humana  desde os tempos do profeta até o estabelecimento do reino de Deus. Podemos afirmar que Deus está no controle da História humana.
17. Na visão, Daniel ficou afetado pelo esplendor da luz divina e caiu. Então um anjo apareceu para tocá-lo; ele tocou Daniel por 3 vezes.
18. Três toques do anjo: 1º – habilitou o profeta a ficar de pé e ouvir as palavras: “Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e humilhar-se perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras e por isso é que eu vim”. Dn 10:12
2º – habilitou Daniel a falar – expressou seus sentimentos de temor e emoção: “Meu Senhor, por causa da visão me sobrevieram dores, e não me ficou força alguma […] não me resta já força alguma, nem fôlego ficou em mim”. Dn 10:16.
19. Continuação – 3º toque – trouxe força para Daniel. O anjo o tocou e o consolou com a paz de Deus dizendo: “Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte! Ao falar ele comigo, fiquei fortalecido ”. Dn 10:19
20. O que foi revelado em Daniel 10:20 e 21? “E ele disse: sabes por que  eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas, e saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”. Dn  10:20 Em outras palavras, o mensageiro revelou a Daniel a guerra cósmica que ocorre nos bastidores da História Humana. Um panorama da guerra cósmica entre o príncipe da Pérsia (Satanás estava por trás dele), e Miguel, que é Jesus.
21. O personagem mais ilustre no livro de Daniel é a figura chamada inicialmente de Filho do Homem ou Príncipe do exército. Por fim, Miguel, nosso Príncipe. É nosso Arcanjo, como diz Judas 9.
22. Jesus, é o nosso Príncipe, nosso defensor; Ele também é Miguel, líder do Exército Celestial, que derrota Satanás e seus anjos caídos.
23. Podemos estar seguros, que Jesus sempre estará ao nosso lado para intervir, lutar e vencer a guerra cósmica em nosso favor.
24. Ao enfrentarmos as forças do mal, podemos ter fé em Jesus, nosso campeão. Seu histórico é de vitória conta Satanás no deserto, e vitória quando libertou as pessoas do poder das trevas.
25. Aplicações da lição para nós hoje: 1- Não estamos sozinhos em nossas lutas; 2- precisamos estar preparados para a batalha contra os dominadores deste mundo, contra as forças espirituais do mal;  3- Devemos sempre estar ao lado de Jesus, porque Ele luta essa batalha por nós e ao nosso lado, e nos dá a certeza da vitória; 4- O poder da oração; 5- Com Deus podemos ter paz mesmo quando enfrentamos aflições; 6- Exemplo da vida de Daniel.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem! Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Da confissão à consolação

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Segue o Resumão da Lição desta semana – Da confissão à consolação – que elaborei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Nesta semana vamos estudar o capítulo 9 do livro de Daniel. Contém uma das grandiosas orações da Bíblia. Em momentos cruciais de sua vida, o profeta Daniel recorreu à oração para enfrentar os desafios que estavam diante dele.
2. Podemos relembrar algumas situações  da vida de Daniel em que ele recorreu a Deus em oração antes do capítulo 9: a- quando ele e seus amigos estavam prestes a morrer por causa do misterioso sonho de um rei pagão – Dn 2; b- quando um decreto real proibiu petições a qualquer deus, exceto ao rei – Dn 6.
3. Daniel disse que havia entendido pelos livros de Moisés e dos profetas, em especial o livro de Jeremias, que seu período de cativeiro duraria 70 anos. Ele compreendeu a importância do momento histórico em que vivia.
4. Ao examinarmos a oração de Daniel no capítulo 9, precisamos lembrar que ela foi realizada em 539 a.C., ano em que o Império Persa substituiu Babilônia. Portanto, quase 70 anos havia se passado desde que Nabucodonosor tinha conquistado Jerusalém e destruído o templo.
5. Daniel confiando na Palavra de Deus, sabia que algo importante estava perto de acontecer ao seu povo e que, assim como Deus havia prometido, o exílio em Babilônia terminaria em breve, e os judeus voltariam para seu país.
6. Na realidade, Daniel estava contente porque o exílio estava acabando, mas triste… Por quê?porque percebeu a gravidade dos pecados de seu povo. Por ter quebrado a aliança, o povo havia rompido o seu relacionamento com Deus.
7. Dentro desse contexto, Daniel orou a Deus e fez seu apelo por misericórdia, com base na justiça do Senhor e em Sua misericórdia.
8. Vamos descrever alguns pontos principais da oração de Daniel no capítulo 9: a- primeiramente, em nenhum momento, ele pediu explicação para as calamidades que haviam acontecido com o povo judeu; b- na maior parte da oração, Daniel reconheceu que seu povo havia desobedecido a Deus, inclusive ele inclui-se dizendo: “Não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas Suas leis, que nos deu por intermédio de Seus servos, os profetas”. Dn 9:10;
9. Continuação … b- o segundo ponto da oração de Daniel é um apelo à graça de Deus, à Sua disposição de perdoar Seu povo, mesmo que tivesse pecado e feito o mal. Isso reforça o amor de Deus, o fato de pessoas pecadoras que não têm mérito próprio, mas buscam a graça que não merecem e o perdão ao qual não têm direito, são abraçadas,  amadas e perdoadas por Jesus.
10. Continuação … c- outro aspecto é o apelo à honra do nome de Deus: a oração não foi motivada pela conveniência pessoal de Daniel nem de Seu povo, mas por causa do próprio Deus. Em outras palavras, uma resposta positiva à oração do profeta traria honra ao nome de Deus.
11. É muito significativo afirmar que o profeta repetiu várias vezes a expressão “temos pecado”, incluindo-se assim nos pecados que, em última análise, trouxeram tamanha calamidade para a nação. Isso revela o amor de Daniel por seu povo e como ele se sentia parte daquela nação. Isso demonstra generosidade da parte do servo de Deus. Não foi egoísta, não pensava só em si mesmo.
12. Ficamos encantados ao estudar a vida de Daniel. Grande exemplo para nós hoje. Praticou a oração intercessória pelo seu povo.
13. A oração intercessória é uma prática maravilhosa. Podemos orar por membros da família, amigos e outras pessoas e até por pessoas que não conhecemos. Às vezes, pode levar um certo tempo para que uma oração seja atendida, mas podemos ter a certeza de que DEUS NUNCA ESQUECE das necessidades de Seus filhos.
14. Muitos outros homens de Deus praticaram a oração incercessória, por exemplo: Moisés, Elias e o próprio Jesus.
15. Jesus é o maior exemplo de intercessor: não tem pecado. Hb 4:15
16. Daniel praticou a oração intercessória pelo seu povo. Depois de estudar as Escrituras, o profeta percebeu como o povo havia se tornado pecaminoso ao transgredir a Lei de Deus e se recusar a ouvir Suas advertências. Daniel orou por perdão e cura.
17. Ainda falando da oração intercessória de Daniel, podemos acrescentar que os pecados do povo e a desolação de Jerusalém estavam em destaque nessa prece.
18. E a resposta para a oração de Daniel? Foi atendida: mediante a obra do Messias, o povo seria redimido e o santuário seria ungido. As duas petições foram respondidas de maneiras que transcendem o horizonte imediato de Daniel, porque a obra do Messias beneficiaria toda a humanidade, inclusive a você e a mim.
19. Vamos voltar à profecia… Quando lemos Dn 9:21-27 encontramos uma obra que deveria ser feita dentro do período de 70 semanas. Só Jesus podia realizá-las pelos motivos: a- “fazer cessar a transgressão” – mediante o sangue de Jesus, a rebelião contra Deus é aniquilada; b- “dar fim aos pecados” – desde a queda, a humanidade tem sido incapaz de viver de acordo com os padrões de Deus, mas o Messias cuidaria de nossos fracassos; c- “expiar a iniquidade” – por meio de Cristo e Sua cruz, houve reconciliação com Deus; d- “trazer a justiça” – Cristo tomou o nosso lugar na Cruz, e por meio disso, podemos receber essa justiça que vem do Senhor;
20. Continuação … e- “Selar a visão e a profecia” – quando Jesus Se ofereceu em sacrifício, as profecias do Antigo Testamento  foram seladas, isto é, foram cumpridas; f- “ungir o Santo dos Santos” – aqui Santo não é uma pessoa, mas um lugar; refere-se a inauguração do ministério de intercessão de Cristo no santuário  celestial. Hb 8:1
21. No fim da visão das 2.300 tardes e manhãs, Daniel ficou atônito porque não podia entender a profecia – Dn 8:28. Depois de 10 nos, o anjo Gabriel veio para ajudar o profeta a entender essa visão.
22. Vamos mencionar rapidamente a profecia citada acima: a- 70 semanas = 70 X 7 semanas = 490 dias = 490 anos na profecia; b- o ponto de partida foi a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém em 457 a.C. por Artaxerxes; as 70 semanas estavam determinadas ou cortadas = 490 anos foram cortados de um período maior, dos 2.300 anos; c- as 70 semanas se dividem em 3 seções: 7 semanas, 2 semanas e a 70ª. semana, a saber: 7 semanas se referem ao tempo da reconstrução de Jerusalém; depois das 7 semanas, haveria sessenta e duas semanas = 434 anos até ao “Ungido, ao Príncipe. Dn 9:25; 483 anos após o decreto de Artaxerxes, no ano 27 d.C., Jesus foi batizado e ungido pelo Espírito Santo para sua missão messiânica.
23. Continuação… d- na 70ª. Semana = outros eventos cruciais aconteceriam: 1- seria morto o Ungido, Jesus Cristo; 2- o Messias faria firme aliança com muitos por uma semana; missão especial de Cristo e dos apóstolos à nação judaica; Ela seria realizada durante a última semana, de 27 a 34 d.C.; 3- na metade da semana, faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares; 3 anos e meio depois do Seu batismo, isto é, no meio da semana, Jesus encerrou o sistema sacrifical, consequentemente, não havia mais necessidade de sacrifícios de animais; 4- a última semana da profecia das 70 semanas terminou em 34 d.C., quando Estevão foi martirizado, e a mensagem do Evangelho começou a alcançar não apenas os judeus, mas também os gentios.
24. Aplicações da Lição para nós hoje: 1- O Senhor sempre está perto de nós; 2- Mediante o sacrifício de Jesus, o Messias, somos amados e perdoados; 3- Podemos confiar em Deus em todo tempo; 4- Precisamos estudar a Palavra de Deus e viver de acordo com ela; 5- Deus sempre teve o controle da História.

Feliz Sábado! Sejam felizes!
Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.

Da contaminação à Purificação

Da contaminação à Purificação 150 150 escolaadmin

Segue o Resumão da Lição desta semana – Da contaminação à purificação que elaborei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Nesta semana vamos estudar o capítulo 8 do livro de Daniel. Relata a visão do profeta em 548-547 a.C. e apresenta alguns esclarecimentos significativos sobre o juízo referido em Daniel 7.
2. O estudo desta semana – Daniel 8, deixa de fora Babilônia e começa com a Média-Persa. Por quê ? Porque o Império Babilônico estava em declínio e os persas estavam prestes a tomar o poder.
3. A linguagem e os símbolos mudam em Daniel 8 porque essa visão focaliza a purificação do santuário.
4. O que é comum entre Daniel 2, 7 e 8 ? A profecia da queda dos impérios mundiais. O que há de diferente no capítulo 8? O simbolismo está diretamente relacionado ao santuário de Deus.
5. Sugiro que vocês leiam todo o capítulo 8 com muita atenção prestando observando os detalhes do texto. Ao estudar a descrição completa da visão de Daniel, vamos encontrar novamente animais que têm simbolismos.
6. Quais são os animais mencionados ? um carneiro e um bode foram usados devido à sua relação com o ritual do santuário no Dia da Expiação, uma ocasião de juízo para o antigo Israel.
7. Carneiros e bodes eram usados como ofertas sacrificais no serviço do santuário. Somente no Dia da Expiação os dois são mencionados juntos.
8. Vocês entenderam? O carneiro e o bode foram escolhidos intencionalmente para lembrar o Dia da Expiação, que é o foco principal da visão.
9. O que Daniel viu? Um carneiro dando marradas em 3 direções: para o ocidente, para o norte e para o sul; esse movimento indica muito poder… nenhum poder lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele fazia tudo segundo a sua vontade e assim se engrandecia; o anjo explicou o significado para Daniel…
Significados: o carneiro com dois chifres = o Império Medo-Persa, e as 3 direções apontam para as 3 maiores conquistas dessa potência mundial.
10. Em seguida, surge um bode com um grande chifre; O bode se movia sem tocar o chão, isso quer dizer que ele se movia rapidamente; quando o bode se engrandeceu, o seu grande chifre foi quebrado.
Significados: o bode com um grande chifre = o Império Grego, sob o comando de Alexandre, o grande. Sem tocar no chão = rapidez das conquistas de Alexandre; chifre quebrado = deu lugar a 4 chifres, a saber, depois da morte de Alexandre aos 33 anos, 4 generais dividiram o seu reino.
11. Continuação… Depois de Daniel descrever os 4 chifres, continuou dizendo que de um deles, surgiu um chifre pequeno. Esse chifre/poder, veio de um dos 4 chifres, representados pelos 4 generais de Alexandre. Esse chifre veio de um dos quatro ventos do Céu.
12. Esse poder surgiu depois do Império Grego, e acreditamos que esse chifre é Roma em sua fase pagã e imperial. Esse chifre pequeno representa Roma, pagã e depois papal. Isso mesmo, Daniel viu Roma em ambas as fases, guerreando contra o povo judeu e cristãos primitivos, e, depois, na fase papal, seguindo até o presente e o futuro.
13. De acordo com o texto bíblico, o chifre pequeno primeiramente realizou um movimento horizontal e se tornou muito forte.
14. À medida que o chifre pequeno se torna o principal protagonista da visão, sua expansão vertical recebe atenção especial.
15. Daniel 8:10-12 – O chifre pequeno realizava atividade – atingia o exército dos Céus e tirava do Príncipe o sacrifício diário.
16. Daniel descreveu o fiel povo de Deus resplandecendo como as estrelas; uma perseguição ao povo de Deus cuja pátria está nos Céus (isso não é um ataque literal aos corpos celestes, mas referência a uma perseguição ao povo de Deus).
17. Embora milhares de cristãos tenham sido mortos por imperadores pagãos, o foco agora está nas ações verticais do chifre pequeno. O cumprimento dessa profecia está ligada à Roma papal e à sua perseguição através dos séculos.
18. Daniel falou sobre um Príncipe, que representa Jesus Cristo. Ele é o Príncipe do Exército. Ele é o nosso Sumo Sacerdote no Céu. Portanto, o papado e o sistema religioso que ele representa ofuscam e tentam substituir a função sacerdotal de Jesus.
19. Daniel falou também do sacrifício diário que aparece em conexão com o santuário terrestre a fim de designar os aspectos diversos e contínuos dos serviços rituais incluindo os sacrifícios e a intercessão.
20. É mediante esses serviços que os pecadores eram perdoados e o problema dos pecados era resolvido no tabernáculo. Esse sistema terrestre representa o ministério de intercessão de Cristo no santuário celestial. A profecia prediz que o papado troca a intercessão de Cristo pela intercessão de sacerdotes.
21. Logo, o chifre pequeno tira o ministério de intercessão de Cristo e simbolicamente derruba o lugar de Seu santuário.
22. Após o ataque devastador do chifre pequeno, foi feito o anúncio de que o santuário seria purificado. Esse juízo ocorre no Céu; o santuário também ocorre no Céu.
23. Interessante saber: Daniel 7 descreve a intervenção de Deus e Sua relação com os assuntos humanos a partir de uma perspectiva judicial, Daniel 8 descreve o mesmo evento do ponto de vista do santuário.
24. Santuário terrestre: o santuário terrestre foi moldado de acordo com sua contraparte celestial e servia para ilustrar os desdobramentos do plano da salvação. Os pecadores a cada dia traziam seus sacrifícios para o santuário, onde as pessoas eram perdoadas de seus pecados confessados, em certo sentido, transferidos para o santuário. “Tudo ficava contaminado”
25. Uma vez por ano, acontecia o processo de limpeza, um processo de purificação do santuário, isto é, limpeza do santuário, por causa dos pecados registrados nele. Esse processo era chamado de Dia da Expiação. Muitos animais eram mortos, simbolizando a posterior morte de Jesus; assim sendo, os pecadores podiam sobreviver.
26. E o santuário celestial? Os pecados confessados dos que aceitaram Jesus foram transferidos para o santuário celestial em que somente o sangue de Cristo pode perdoar os pecados e dar vida aos pecadores arrependidos no juízo.
27. Daniel 8:13… Daniel perguntou: quanto tempo vai durar aquilo que apareceu na visão? Resposta – até 2.300 tardes e manhãs. Depois disso, o santuário será purificado. 2.300 tardes e manhãs = 2.300 anos.
28. Esse período, 2.300 anos, se refere ao tempo do fim. É um período profético. Constitui a mais longa profecia de tempo. O capítulo 8 não apresenta as informações que nos permite calcular o início desse período de tempo, o que poderia esclarecer o seu fim.
29. O estudo da semana que vem, vamos estudar mais detalhes desta profecia.
30. Aplicações da Lição para nós hoje: 1- Deus tem todo o controle da História; 2- Em nossas lutas contra o pecado, não estamos sozinhos. Temos um Sumo Sacerdote no santuário celestial ministrando em nosso favor; 3- A mensagem do santuário nos mostra que somos perdoados pela graça de Cristo; 4- Um dia o mal será erradicado para sempre.

Jesus amado, obrigado pelo Seu amor e por interceder por nós, mesmo sendo pecadores. Queremos sempre estar ao Seu lado. Amém.

Feliz Sábado! Sejam felizes! Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.