A Bíblia – A fonte autoritativa de nossa teologia

A Bíblia – A fonte autoritativa de nossa teologia

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Segue o Resumão da Lição da Escola Sabatina: A Bíblia – a fonte autoritativa de nossa teologia – que eu preparei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Não há igreja cristã que não use as escrituras para sustentar suas crenças. No entanto, a função e a autoridade das Escrituras na teologia NÃO são as mesmas em todas as igrejas e a sua função pode variar muito de igreja para a igreja.
2. Cinco fontes influenciam nossa interpretação das Escrituras: 1- a tradição; 2- a experiência; 3- a razão; 4- a cultura; 5- a própria Bíblia.
3. Vale ressaltar que todos fazemos parte de diversas tradições e culturas que nos influenciam. Todos temos experiências que moldam nosso pensamento e influenciam nossa compreensão. Todos temos uma mente para pensar e avaliar as coisas; logo, podemos ler a Bíblia e a usamos para entender Deus e Sua vontade.
4. Uma pergunta: qual dessas fontes, ou combinações delas, tem autoridade final sobre a nossa maneira de interpretar a Bíblia?
5. A tradição é ruim ou boa? Pode ser boa ou pode ser ruim. Vou explicar:  pode ser boa quando nos conecta com nossas raízes e é ruim porque existem perigos relacionados à tradição.
6. Jesus exaltou a Lei de Deus como fonte de autoridade acima das tradições. Nos dias de Jesus a tradição havia assumido um lugar ao lado das Escrituras. Jesus reprovou as meras tradições ou costumes: “Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Honram-Me com lábios, mas o seu coração está longe de Mim”.  Marcos 7:1-13
7. As tradições foram promovidas por anciãos, isto é, por anciãos que eram os líderes religiosos da comunidade judaica, mas NÃO são iguais aos mandamentos de Deus.
8. O grande perigo das tradições é tornar inválida a Palavra de Deus.
9. Como diferenciar a Palavra de Deus e a tradição humana? A Palavra de Deus é imutável e a tradições humanas são transitórias. A Palavra de Deus está acima de todas as tradições, mesmo as boas.
10. Atenção: mesmo tradições boas precisam ser testadas pela medida ou régua da Bíblia.
11. A experiência faz parte da existência humana. Ela influencia nossos sentimentos e pensamentos de uma forma poderosa. Deus nos projetou para vivenciar ou praticar experiências.
12. É desejo de Deus que experimentemos a beleza dos relacionamentos, da arte, da música e das maravilhas da criação, bem como a alegria de Sua salvação e o poder das promessas de Sua Palavra.
13. Nossa religião e fé são mais do que apenas doutrinas e decisões racionais. Nossa fé deve ser experimental e não apenas cognitiva.
14. É preciso provar as nossas experiências à luz da Palavra, pois elas podem nos desviar da verdade.
15. Deus age sempre a nosso favor, pela ação da Sua bondade e amor nos oferece a salvação em Cristo Jesus.
16. Precisamos ser cuidadosos, pois as experiências podem nos enganar. Devem ser influenciadas, moldadas e interpretadas pelas Escrituras.
17. Quando estivermos com vontade de experimentar algo, devemos ficar atentos e verificar se está em harmonia com a Palavra e a vontade de Deus.
18. Todos nós pertencemos a culturas específicas. Mesmo aqueles que moram em lugares isolados. Ninguém escapa dela. Também somos influenciados e moldados pela cultura. Podemos lembrar a história do antigo Israel, quantos fatos eram corrompidos pelas culturas ao seu redor. Hoje, com certeza acontece com todos nós.
19. João alerta: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo…”, isto, tudo que se coloca em oposição a Deus e Seus caminhos. 1João 2:15-17
20. A Bíblia transcende às estabelecidas categorias culturais de etnia, império e status social. A Bíblia ultrapassa qualquer cultura humana e é capaz de transformar e corrigir os elementos pecaminosos que encontramos em todas as culturas.
21. Alguns aspectos da nossa cultura podem se alinhar com a nossa fé, outros não. Caso a fé bíblica se oponha à cultura existente, o ideal é que se crie uma contracultura que seja fiel à Palavra de Deus.
22. Ellen G. White afirmou: “Os seguidores de Cristo devem se separar do mundo em princípios e em interesses; não devem, porém, se isolar do mundo. O Salvador Se misturava constantemente com os homens para os elevar e enobrecer”.
23. Deus nos deu a capacidade de pensar e raciocinar. Toda atividade humana e todo argumento teológico supõem nossa capacidade de pensar e tirar conclusões. Não apoiamos uma fé irracional.
24. Muitos se desviaram da fé porque consideraram a razão o teste e a norma da verdade. Consequentemente, a razão se tornou a nova autoridade diante da qual tudo tinha que se curvar, inclusive a autoridade da Bíblia. Essa atitude levou pessoas a não considerar verdadeiros e confiáveis alguns fatos da Bíblia, como por exemplo, os milagres e ações sobrenaturais de Deus, nascimento e ressurreição de Jesus ou a Criação em seis dias.
25. Infelizmente, o poder de raciocínio foi afetado pelo pecado e precisa ser colocado sob Cristo. O ser humano foi obscurecido em sua compreensão e alienado de Deus. Precisamos ser iluminados pela Palavra. Deus é o Criador e isso indica que nossa razão não foi criada como algo que funciona de modo independente.
26. “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Pv 9:10. Somente quando aceitamos a revelação de Deus, corporificada em Sua Palavra escrita, como suprema em nossa vida, estamos dispostos a seguir o que está escrito na Bíblia, podemos raciocinar corretamente.
27. Paulo declarou: “Aquele que é de Cristo, pensa como Cisto”. 2Co 10:5 e 6.
28. O Espírito Santo que revelou e inspirou o conteúdo da Bíblia, nunca nos conduzirá contrariamente à Palavra de Deus nem para longe dela.
29. Nós cremos que a Bíblia tem uma autoridade superior à tradição, à experiência, à razão e às culturas humanas. Somente a Bíblia é a norma pela qual todo o restante precisa ser provado.
30. A Bíblia é a nossa única salvaguarda espiritual. Somente ela é a   norma confiável para toda matéria de fé e prática.
31. Por meio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Expõe o erro, expulsando-o do coração.
32. O Espírito Santo nunca deve ser interpretado como substituto da Palavra de Deus. Ele trabalha em harmonia com a Bíblia e por meio dela para nos atrair a Cristo.
33. A Bíblia apresenta a sã doutrina, e sendo a Palavra de Deus, é confiável e merece plena aceitação.
34. Jesus disse: “Vocês devem crer em Moisés e nos seus escritos, porque falam de Mim, o Messias”. Jo 5:46 e 47
35. Atenção: não é nossa tarefa julgar a Palavra de Deus. Em vez disso, a Palavra de Deus que deve julgar a nossa vida e nossos pensamentos.

Senhor, nós aceitamos a Bíblia como autoritativa e infalível revelação de Deus. Desejamos permitir que ela, mediante o ministério do Espírito Santo, influencie e mude a nossa vida. Amém!

Feliz Sábado!
Sejam felizes!
Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.