Da confissão à consolação

Da confissão à consolação

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Segue o Resumão da Lição desta semana – Da confissão à consolação – que elaborei com muito carinho.
Vejam os itens mais importantes:
1. Nesta semana vamos estudar o capítulo 9 do livro de Daniel. Contém uma das grandiosas orações da Bíblia. Em momentos cruciais de sua vida, o profeta Daniel recorreu à oração para enfrentar os desafios que estavam diante dele.
2. Podemos relembrar algumas situações  da vida de Daniel em que ele recorreu a Deus em oração antes do capítulo 9: a- quando ele e seus amigos estavam prestes a morrer por causa do misterioso sonho de um rei pagão – Dn 2; b- quando um decreto real proibiu petições a qualquer deus, exceto ao rei – Dn 6.
3. Daniel disse que havia entendido pelos livros de Moisés e dos profetas, em especial o livro de Jeremias, que seu período de cativeiro duraria 70 anos. Ele compreendeu a importância do momento histórico em que vivia.
4. Ao examinarmos a oração de Daniel no capítulo 9, precisamos lembrar que ela foi realizada em 539 a.C., ano em que o Império Persa substituiu Babilônia. Portanto, quase 70 anos havia se passado desde que Nabucodonosor tinha conquistado Jerusalém e destruído o templo.
5. Daniel confiando na Palavra de Deus, sabia que algo importante estava perto de acontecer ao seu povo e que, assim como Deus havia prometido, o exílio em Babilônia terminaria em breve, e os judeus voltariam para seu país.
6. Na realidade, Daniel estava contente porque o exílio estava acabando, mas triste… Por quê?porque percebeu a gravidade dos pecados de seu povo. Por ter quebrado a aliança, o povo havia rompido o seu relacionamento com Deus.
7. Dentro desse contexto, Daniel orou a Deus e fez seu apelo por misericórdia, com base na justiça do Senhor e em Sua misericórdia.
8. Vamos descrever alguns pontos principais da oração de Daniel no capítulo 9: a- primeiramente, em nenhum momento, ele pediu explicação para as calamidades que haviam acontecido com o povo judeu; b- na maior parte da oração, Daniel reconheceu que seu povo havia desobedecido a Deus, inclusive ele inclui-se dizendo: “Não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas Suas leis, que nos deu por intermédio de Seus servos, os profetas”. Dn 9:10;
9. Continuação … b- o segundo ponto da oração de Daniel é um apelo à graça de Deus, à Sua disposição de perdoar Seu povo, mesmo que tivesse pecado e feito o mal. Isso reforça o amor de Deus, o fato de pessoas pecadoras que não têm mérito próprio, mas buscam a graça que não merecem e o perdão ao qual não têm direito, são abraçadas,  amadas e perdoadas por Jesus.
10. Continuação … c- outro aspecto é o apelo à honra do nome de Deus: a oração não foi motivada pela conveniência pessoal de Daniel nem de Seu povo, mas por causa do próprio Deus. Em outras palavras, uma resposta positiva à oração do profeta traria honra ao nome de Deus.
11. É muito significativo afirmar que o profeta repetiu várias vezes a expressão “temos pecado”, incluindo-se assim nos pecados que, em última análise, trouxeram tamanha calamidade para a nação. Isso revela o amor de Daniel por seu povo e como ele se sentia parte daquela nação. Isso demonstra generosidade da parte do servo de Deus. Não foi egoísta, não pensava só em si mesmo.
12. Ficamos encantados ao estudar a vida de Daniel. Grande exemplo para nós hoje. Praticou a oração intercessória pelo seu povo.
13. A oração intercessória é uma prática maravilhosa. Podemos orar por membros da família, amigos e outras pessoas e até por pessoas que não conhecemos. Às vezes, pode levar um certo tempo para que uma oração seja atendida, mas podemos ter a certeza de que DEUS NUNCA ESQUECE das necessidades de Seus filhos.
14. Muitos outros homens de Deus praticaram a oração incercessória, por exemplo: Moisés, Elias e o próprio Jesus.
15. Jesus é o maior exemplo de intercessor: não tem pecado. Hb 4:15
16. Daniel praticou a oração intercessória pelo seu povo. Depois de estudar as Escrituras, o profeta percebeu como o povo havia se tornado pecaminoso ao transgredir a Lei de Deus e se recusar a ouvir Suas advertências. Daniel orou por perdão e cura.
17. Ainda falando da oração intercessória de Daniel, podemos acrescentar que os pecados do povo e a desolação de Jerusalém estavam em destaque nessa prece.
18. E a resposta para a oração de Daniel? Foi atendida: mediante a obra do Messias, o povo seria redimido e o santuário seria ungido. As duas petições foram respondidas de maneiras que transcendem o horizonte imediato de Daniel, porque a obra do Messias beneficiaria toda a humanidade, inclusive a você e a mim.
19. Vamos voltar à profecia… Quando lemos Dn 9:21-27 encontramos uma obra que deveria ser feita dentro do período de 70 semanas. Só Jesus podia realizá-las pelos motivos: a- “fazer cessar a transgressão” – mediante o sangue de Jesus, a rebelião contra Deus é aniquilada; b- “dar fim aos pecados” – desde a queda, a humanidade tem sido incapaz de viver de acordo com os padrões de Deus, mas o Messias cuidaria de nossos fracassos; c- “expiar a iniquidade” – por meio de Cristo e Sua cruz, houve reconciliação com Deus; d- “trazer a justiça” – Cristo tomou o nosso lugar na Cruz, e por meio disso, podemos receber essa justiça que vem do Senhor;
20. Continuação … e- “Selar a visão e a profecia” – quando Jesus Se ofereceu em sacrifício, as profecias do Antigo Testamento  foram seladas, isto é, foram cumpridas; f- “ungir o Santo dos Santos” – aqui Santo não é uma pessoa, mas um lugar; refere-se a inauguração do ministério de intercessão de Cristo no santuário  celestial. Hb 8:1
21. No fim da visão das 2.300 tardes e manhãs, Daniel ficou atônito porque não podia entender a profecia – Dn 8:28. Depois de 10 nos, o anjo Gabriel veio para ajudar o profeta a entender essa visão.
22. Vamos mencionar rapidamente a profecia citada acima: a- 70 semanas = 70 X 7 semanas = 490 dias = 490 anos na profecia; b- o ponto de partida foi a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém em 457 a.C. por Artaxerxes; as 70 semanas estavam determinadas ou cortadas = 490 anos foram cortados de um período maior, dos 2.300 anos; c- as 70 semanas se dividem em 3 seções: 7 semanas, 2 semanas e a 70ª. semana, a saber: 7 semanas se referem ao tempo da reconstrução de Jerusalém; depois das 7 semanas, haveria sessenta e duas semanas = 434 anos até ao “Ungido, ao Príncipe. Dn 9:25; 483 anos após o decreto de Artaxerxes, no ano 27 d.C., Jesus foi batizado e ungido pelo Espírito Santo para sua missão messiânica.
23. Continuação… d- na 70ª. Semana = outros eventos cruciais aconteceriam: 1- seria morto o Ungido, Jesus Cristo; 2- o Messias faria firme aliança com muitos por uma semana; missão especial de Cristo e dos apóstolos à nação judaica; Ela seria realizada durante a última semana, de 27 a 34 d.C.; 3- na metade da semana, faria cessar o sacrifício e a oferta de manjares; 3 anos e meio depois do Seu batismo, isto é, no meio da semana, Jesus encerrou o sistema sacrifical, consequentemente, não havia mais necessidade de sacrifícios de animais; 4- a última semana da profecia das 70 semanas terminou em 34 d.C., quando Estevão foi martirizado, e a mensagem do Evangelho começou a alcançar não apenas os judeus, mas também os gentios.
24. Aplicações da Lição para nós hoje: 1- O Senhor sempre está perto de nós; 2- Mediante o sacrifício de Jesus, o Messias, somos amados e perdoados; 3- Podemos confiar em Deus em todo tempo; 4- Precisamos estudar a Palavra de Deus e viver de acordo com ela; 5- Deus sempre teve o controle da História.

Feliz Sábado! Sejam felizes!
Estudar a Bíblia faz bem!
Um abraço!

Texto elaborado por Dalva Amélia de Castro Menezes, professora adventista aposentada e membro da Igreja IASD do UNASP – SP.